Pensamento crítico

[03.11] Arte, comunicação e novas ontologias

O curso Arte, comunicação e novas ontologias propõe uma reflexão profunda sobre a influência das novas ontologias sobre duas vertentes do pensar artístico: a produção e a exposição da obra. Por novas ontologias entende-se as novas formas de compreensão do mundo que emergem durante a Virada Ontológica da década de 80, uma transformação liderada por autores como Judith Butler, Jacques Derrida, Gilles Deleuze, Félix Guattari, Donna Haraway e Bruno Latour. O curso trata então do impacto das correntes pós-humanistas, pós-estruturalistas e dos novos materialismos sobre os conceitos de comunicação, arte e curadoria. Pegando carona em reflexões ligadas às filosofias relacionais e processuais e às ideias de performatividade e matéria, a proposta é repensar o que significa ser artista e produzir arte na atualidade.
Formato

Online
e ao vivo 
(em direto)

Data de início

03 de novembro

Duração

6 semanas
6 aulas
18 h/aula

Opções de pagamento

Pix
Boleto bancário
Cartão de crédito

Investimento

[BR] R$390
[PT]  €68

Horários

quartas-feiras
[BR] 19h às 22h
[PT]  22h às 01h

Para pagamentos via Pix ou boleto, envie um email para contato@f508.art

Este curso integra o projeto Passaporte Cultural, no qual, ao pagar uma mensalidade de R$160/€31, como Netflix ou Spotify, você tem acesso a todo o cronograma de cursos do Espaço f/508 de Cultura. Inscrições abertas para o ciclo com início em Outubro de 2021.  

  • Programa completo

Aula 1: Definindo conceitos: comunicação e novas ontologias
• Definições teóricas de comunicação (Deleuze e John Durham Peters), definições práticas de comunicação: o que é comunicar?
• A Virada Ontológica: o que é, como surgiu, o que contesta, em que se baseia?
• Práticas curatoriais e a arte comunicada

Aula 2: Hibridismo e o pensamento não-dualista
• Contexto histórico do pensamento binário (Platão, Aristóteles, Descartes)
• O pensamento não-binário
• O pós-humanismo e o pós-humano (Donna Haraway)
• O hibridismo na arte (práticas experimentais em novas mídias e em tecnologias emergentes)

Aula 3: Pensar a arte de forma processual
• A filosofia do processo (Étienne Souriau, Alfred N. Whitehead, Erin Manning)
• O tornar-se
• Práticas artísticas baseadas no processo
• Como expôr práticas processuais?


Aula 4: Pensar a arte de forma relacional
• A filosofia relacional (Haraway, Tim Ingold)
• O curatorial (Irit Rogoff, Beatrice von Bismarck)
• Comunicando arte e curadoria: o tornar-se obra (Renata A. Moreira)

Aula 5: A prática artística e os novos materialismos
• Novos materialismos: o que são? (Diana Coole, Bruno Latour)
• Materialismos e novos materialismos feministas (Karen Barad, Elizabeth Grosz, Sarah Ahmed)
• Arte e matéria (a materialidade dos meios digitais; existem práticas imateriais?)

Aula 6: A experiência artística na era do pós tudo
• A pesquisa-criação
• Curso reservado a discussões sobre as práticas artísticas dos participantes e a maneira como que eles viram no curso pode influenciá-las. Como ultrapassar o dualismo entre teoria e prática e navegar o hibridismo da pesquisa-criação?

Inclui certificado

Todas as formações do f/508 incluem certificação mediante participação nas aulas

Acesso às gravações

Todas as aulas online do f/508 são gravadas e fornecidas para que o aluno possa revisitá-las

Público alvo

Artistas, fotógrafos, curadores e historiadores de arte

Pré-requisitos

Nenhum

Renata Azevedo Moreira

Curadora de arte, pesquisadora e jornalista
Bio
Renata Azevedo Moreira mora em Toronto (Canadá), onde é curadora adjunta do Departamento de Arte Indígena e Canadense da Art Gallery of Ontario. Renata concluiu um doutorado em Comunicação na Universidade de Montréal  em 2020. O foco de sua pesquisa são as relações que a obra de arte contemporânea, especialmente de novas mídias, estabelece com o discurso curatorial com o qual dialoga. Seu trabalho se inspira nos questionamentos de fronteiras propostos pelas teorias queer, pelas filosofias processuais e pelas ontologias relacionais. Renata formou-se em Jornalismo (2007, UnB), trabalhou nas áreas culturais do jornal O Estado de S. Paulo e portal Terra até ir para a França estudar Indústrias Criativas (Universidade Paris 8, 2013) onde decidiu mudar de carreira. Trabalhou na galeria Les Infirmières em Paris, no festival feminista de novas mídias HTMLles em Montréal e realizou a curadoria de exposições individuais e em grupo. Renata apresenta suas pesquisas em conferências como a edição 2020 do Simpósio Internacional de Artes Eletrônicas (ISEA, 2020).  Ela também escreve artigos e resenhas de exposições para galerias e publicações no Canadá, Estados Unidos, França e Brasil.
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